A estrada que sobe para Monte Verde começa bonita e vai ficando cada vez mais bonita. A mata fecha dos dois lados, a temperatura cai visivelmente, e quando a neblina aparece nas curvas mais altas, você sente que está entrando em outro mundo.
Monte Verde tem uma atmosfera de vila europeia em meio à Mantiqueira — chalés de madeira, jardins caprichados, cheiro de lenha e fondue no ar. A moto chama atenção lá em cima: não é um destino muito frequentado por motociclistas, e isso torna tudo mais especial.
Subir qualquer morro ou serra tem um ritual próprio no mundo do moto — você vai reduzindo as marchas, sentindo o motor trabalhar, ouvindo a respiração da máquina mudar com a altitude. Em Monte Verde isso é amplificado pela beleza da paisagem ao redor.
A vista do alto de Monte Verde mostra um vale que parece saído de cartão postal. Verde, profundo, com aquela neblina baixa que não sai nem no meio do dia. A câmera nunca faz jus.
Monte Verde é fria. No inverno, a temperatura pode bater perto do zero à noite. Em janeiro, quando fomos, estava mais amena — mas o frio da serra ainda era presente, principalmente de manhã cedo quando descemos para a cidade.
Voltamos com a certeza de que Monte Verde merece mais de uma visita. Cada estação do ano deve revelar uma face diferente da cidade — e queremos conhecer todas elas.